Ontem quando estava no Centro Budista Bodisatva esperando chegar o horário da reunião, vi um texto fixado no mural que me chamou a atenção. O titulo do texto era "a felicidade e a alegria". Muito interessante. Mas quanto a esta questão do amadurecer, uma frase me fez refletir um pouco sobre a minha caminhada até aqui. Era a seguinte: "a riqueza da experiência compensa seu caráter eventualmente penoso". Eu parei um pouco, pensei, pensei mais um pouco e ... cheguei a conclusão: tem razão! Lembrei-me dos últimos 5 anos da minha vida. Desde a minha saida la do cariri cearense, passando pelas experiências vividas aqui no Recife, até agora, prestes a concluir a graduação. Mudei um bucado a maneira de ver as coisas, o mundo, a vida. Buscava um estado de ser que excluisse todas as experiências penosas, que truxessem dor, porque as considerava um castigo, e vazias de significado, de ensinamentos. Não digo que esse estado de ser não possa ser alcansado ou possa ser (essa é uma outra discussão, muito ampla e interessante, que um dia, quem sabe, travarei). O que quero dizer é que, ao passar dos dias, comecei a encarar as experiências penosas de uma outra forma. Não comecei a desejá-las (isso nunca, rsrs), mas passei a enchergá-las de outra maneira. Passei a vê-las como fontes de sabedoria. O Arnaldo Antunes na sua música "fim do dia" diz "deixar vir e ir sofrimento e prazer/ não há o que lamentar/quando chega o fim do dia". Busco levar a minha vida, agora, dessa forma, deixando vir e ir o sofrimento e o prazer. Recolhendo a riqueza de cada experiência, e investindo num amadurecer mais pleno e sábio. É claro, nas experiências de prazer, eu dou gargalhadas. Nas penosas eu choro. Prefiro aquelas, mas não desmereço a riqueza dessas, quando batem a minha porta.
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